quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Drowning


“Não é uma sensação, é como se fosse um ataque de pânico. Sabe, como se eu não conseguisse respirar”

Sabes muito bem que não vistes o que estava acontecendo porque não quisestes. Avisaram-te milhares de vezes que estavas agindo como um idiota, que estavas sendo feito de bobo. Não quiseste acreditar em teus amigos, jurava-lhes que o que lhe diziam jamais aconteceria. Defendeste-a de cada acusação, sem hesitar um segundo que fosse.

Agora tu choras e te perguntas o que fizestes de errado, o porquê não acreditaste em teus amigos. Porém principalmente, te perguntas qual a razão por trás das atitudes dela. Agora tu te afogas em tuas lágrimas e recordações. Agora tu te arrependes que tê-la defendido.

Lembras de quando eras feliz ao lado dela? Lembras das risadas, dos abraços, dos sorrisos bobos trocados, dos ‘eu te amo’ ditos, das promessas feitas, da conexão do olhar? Lembras dos momentos que viveram? Podes afirmar que foram verdadeiros ou foram apenas encenação da parte dela?

“E se só ficar pior?”

Segues com teu choro angustiado, com tua pena por tua própria pessoa, com tua dor ininterrupta. Segues sem fazer nada, sem mover-te um centímetro de onde paraste. E enquanto não fazes nada, podes observar o sorriso dela, que um dia fora voltado para ti, para outro. Podes também sentir o olhar penoso de teus amigos, e até mesmo escutar o famoso “eu te avisei” que eles não têm coragem de dizer-te.

Teu peito sobre em agonia, num silêncio profundo que tu não ousas interromper. Porque tu sabes, melhor do que ninguém, que precisas deste silêncio e desta dor. Precisas deste sofrimento para se possa levantar-te um dia.

Mas poderás tu levantar-te? Ou já és tarde demais para isso?

“E se for agonia agora, e apenas inferno depois?”

Lembraste de algo que ouviste uma vez. Não sabes bem onde ouviste isso, nem quem fora o interlocutor de tal mensagem, mas lembras muito bem do que te fora dito.

“Não viestes a este mundo para ser feliz, se não para pagar teus pecados. Deves aceitar a dor e dela tirar ensinamentos.”

Podias ouvir a voz da adorável senhora que lhe dissera isso tantos anos atrás. Fora um acontecimento estranho, e até mesmo engraçado como disseste aos teus amigos depois enquanto lhes contava. A senhora era uma desconhecida, com quem conversaste em uma fila no banco.

E lhe parecera algo bobo e completamente maluco no momento. Mas agora... agora a frase lhe faz muito sentido.

Agora tu te perguntas se a desconhecida senhora podia prever o futuro, ou se ela apenas pressentira algo ruim.

Importas-te? No fundo, sabes que não.

E sabes também, de dentro do teu despedaçado e dolorido coração, que a senhora estava certa. Deves, sim, aceitar está dor, este teu castigo. Deves sofrer, acatar a dor, e agradecer por ter, ao menos, tido a oportunidade de viver algo tão bonito e forte.

Porque nas profundezas de teu sentimento e de tua mente, sabes que a paz e a tranquilidade só chegaram depois de toda a dor que sofreres.

“Sabe, quando você está se afogando, você não inala realmente até o momento em que você está prestes a desmaiar. É chamado de apneia voluntária. É como, não importa o quanto você está surtando, o instinto de não deixar a água entrar é tão grande que você não abrirá a boca até sentir que sua cabeça está explodindo. Mas quando você finalmente a deixa entrar é quando para de doer. Não é assustador mais. É, na realidade, meio tranquilizante.”

Teen Wolf 2x11

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Saudades X Sentir Falta

Saudades X Sentir Falta

Eu diria que sinto saudades tuas, mas isso seria mentira. Mentira porque o sentimento de saudades remete a nostalgia, a lembranças de coisas que aconteceram, momentos felizes que gostaríamos de viver novamente.
E não é que não tenhamos vivido momentos assim, que não tenhamos memórias felizes. Não, não é isso. O problema é que, na verdade, eu sinto tua falta.
E sentir falta é um sentimento oposto ao da saudade. Enquanto a saudade nos traz lágrimas aos olhos e uma leve pontada no peito por momentos que vivemos e que fomos felizes, o sentir falta nos traz lágrimas e dor no peito pelo que não podemos viver.
Eu queria ter-te aqui agora, ao meu lado para abraçar-me, fazer-me sorrir e conversamos sobre amenidades como costumávamos fazer.
Não é que eu também não sinta saudades, porque o sinto! 
Gostaria de reviver todos esses anos que passamos juntos, e divertir-nos ainda mais. Porém eu sinto mais tua falta do que sinto saudades.
Gostaria de escrever mais momentos e construir mais lembranças ao teu lado. Ter mais história sobre ti para contar aos meus futuros filhos e netos. Gostaria de ver teu sorriso envergonhado enquanto eu o fizesse. Queria-te ao meu lado para enfrentar o futuro.
Mas tudo o que agora tenho é esse sentimento de melancolia que me aperta o peito e me tira lágrimas noite após noite ao lembrar-me que tu não estás mais aqui.
Mas lembre-se que tu tens uma casa, um porto seguro, um ombro pra chorar. Lembre-se que tu tens em mim uma amiga a quem podes sempre recorrer.
E não te esqueças que, haja o que houver, estarei sempre aqui para ti.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Wonderwall

Você podia escutar a respiração lenta e ritmada do corpo ao seu lado, sentir o calor que emanava dele. Calor este que costumava te manter aquecida noite após noite. 
Mas não naquela noite. 
Não, naquela noite tudo o que você conheceria era o frio, o medo, a angustia, o desespero. E ninguém poderia te salvar.
"Pequena?" 
Ou talvez pudesse. 
Você se sobressaltou quando a voz dele interrompeu a escuridão incomum daquela noite. Você podia, agora, ver uma pequena estrela que brilhava imensamente no meio daquele aterrorizante silêncio.
Uma estrela que talvez estivesse longe demais.
E você suspirou, angustiada e com medo. Medo que ele, de fato, estivesse longe demais, fora do seu alcance. 
A primeira lágrima escorreu e você apressou-se em secá-la.
Você sentir quando ele levantou o corpo para sentar-se ao seu lado e logo os braços deles estavam em volta de seus ombros, puxando-te para perto dele.
Você apenas deixou-se ser abraçada, desejando silenciosamente que o frio congelante fosse embora.
O sussurro veio baixo, mas o suficientemente forte para afastar tudo; o frio, o medo, a angustia, o desespero e qualquer outro sentimento negativo que estivesse tentando penetrar as suas muralhas.
"Eu te amo. Estou aqui e não irei a lado algum. Vamos superar isso juntos, meu amor".
E aquilo foi o suficiente.
Seu coração bateu ritmadamente acelerado e um sorriso voltou a nascer entre seus lábios, ainda que fosse singelo.
As horas daquela madrugada passaram com os "tic-tac" incessantes do relógio.
E você adormeceu junto as primeiras horas da manhã, ainda presa naquele abraço que sempre te manteria segura e a salvo.

Because maybe, you're gonna be the one that saves me, and after all you're my wonderwall
Wonderwall - Oasis.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Vazio


O silêncio era insuportável, porém apenas de cogitar a ideia de algum ruído seu corpo te bloqueava. Não, você queria o silêncio perturbador, angustiante e frio. Porque era simplesmente assim que você se sentia; fria.
Era como se você estivesse em uma espécie de transe que você mesmo impusera a seu corpo. Ele não se liberaria disso enquanto sua mente não absorvesse as palavras que seu coração ainda repetia.
Não, não, não. Você havia absorvido muito bem aquelas palavras, havia compreendido muito bem o significado delas. O que você precisava era aceitá-las. Tomá-las como verdade. E enquanto sua mente se recusasse a aceitar isso você permaneceria no silêncio aterrador.
Já faziam alguns dias que você estava trancada dentro daquele quarto, isolada do mundo, isolada do barulho, isolada dele. Você aprenderia a viver sem ele, sabia que sim, apenas não queria.
Mas não era uma escolha sua, era? Ele havia deixado bem claro que estava cansado, que já não te amava.
Não dá mais pra continuar mentindo para nós dois, você sabe que não vamos chegar a lugar algum. Nosso amor existiu e foi lindo, mas acabou.
Você mais uma vez tornou a ouvir aquelas três frases, ouvir a voz dele te dizendo isso. Quantos dias atrás acontecera isso? Não saberia dizer. Havia perdido a noção do tempo pouco depois de se trancar ali.
Pode ouvir no começo insistentes batidas contra a sua porta, mas sua mente estava atordoada demais para que pudesse escutá-las com atenção, quanto mais responder.
Depois de poucas horas o silêncio veio pesado, comprimindo-te o peito. Respirar se tornou difícil e seu corpo tentava resistir ao estupor em que poucas horas mais tarde se encontraria.
Mas então você se acostumou a essa sensação. Você não tinha experimentado nada assim antes, e assumia que isso a assustava. Mas o medo durou apenas os primeiros minutos.
A dor tinha sumido, a culpa também. Nada mais estava ali e respirar então se tornou fácil de novo. E você respirou fundo aproveitando da sensação.
Já havia ouvido falar disso, sempre coisas ruins, criticando essa sensação que você estava tendo. Mas você não entendia, como poderiam criticar algo tão bom?
Você, pela primeira vez em toda a sua vida não sentia dor, não sentia medo, não sentia angustia. Na realidade, você não sentia nada.
Foi ai que você entendeu porque diziam que era tão ruim essa sensação. Porque assim como você estava imune da dor, também estava da felicidade. Não podia sentir-se feliz e aliviada por enfim ver-se livre da dor. Simplesmente, respirava.
Também já havia ouvido sobre isso, sobre o que vinha fazendo esses dias. Não estava mais vivendo, havia deixado isso do outro lado da porta junto aos ruídos, junto á dor, ao medo, a alegria, os sorrisos e os choros. Sua vida já não mais existia. Agora você estava apenas sobrevivendo, era apenas mais uma marionete do universo.
Você não tinha mais vontade própria. Fazia tudo apenas por instinto, por sobrevivência. Se comia ou se bebia água, não era porque tinha vontade, senão por pura e simples necessidade.
Você demorou a entender o que tinha acontecido com você, demorou a entender o que ele havia feito com você.
Ele não foi apenas embora, ele não apenas te deixou. Ele levou com ele seu coração, sua vida e a deixou assim, a mercê do universo, vazia.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

What The Hell?

Eu queria entender o que aconteceu com a nossa amizade. E não diga que foi a distancia, porque isso começou antes.
Não diga que você não mudou, porque você sabe que sim.
Não diga que foi o tempo, porque foi repentino.
Fiz algo errado? Ou melhor, fizemos algo errado?
Por favor, me explique, por que eu não estou entendendo

Fangirl

What being a fangirl means?
It means cry night after night knowing you’re only one more.
It means getting angry when your idol cares about everyone else but you.
It means forgetting about you to do something to them.
It means putting their happiness over yours.
It means going through almost everything for them.
It means skipping school or job and putting studies or job by side only to see them or get something about them.
It means saving money –and not always getting enough- to buy something about them.
It means waiting hours, days, weeks, months or years for a new album, book, whatever.
It means giving all of yourself and not always receiving something back.
It means loving them even that they don’t know who you are.
It means knowing that the chances you’ll ever met them are just a few and gets even lower while they became more and more known.
It means listening a lot of “lol, you’re idiot” and “lol, he/she/them doesn’t know you exist” and even “lol, they’re not real” every single day of your life.
It means getting hated on because of a commentary.
It means getting involved in fights pretty often, even disliking it.
It means being jealous of them when people that barely know them talks about them.
It means getting sick really often.
It means getting no sleeping because of excitement.
It means sacrifice.
But even that have all this things going on, being a fangirl is the best thing in the world.
Why?
Because no one will make you smile as easy as your idol will.
Because you won’t find better friends than the other people on the same fan base.
Because their story is an example.
Because they are what makes you go through everything.
Because the few times they show they do care about you are the best moments.
Because everything is worth it when you’re there, standing by their side. Or when you are one step from getting the new book, or watching the new movie.
Because it just is.
And even that the bad things are more and happen more often than the good things –except the friends-, when the good things happens, they are totally worth it, and has more importance than the bad ones.
And only a fangirl will understand this, but it was worth it writing this down because somehow I know I’m getting something from here.
So yes, I don’t regret at all being a fangirl!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Tonight Could Be Forgettable

Um. Dois. Três. Quatro. Cinco. Seis. Ele já não tinha mais condições de dizer quantos copos de bebida havia tomado. Tudo rodava e nada era claro em sua mente.
Seus olhos captavam nada mais que borrões, seus ouvidos já não processavam a diferença entre os sons, e seus pés já não se firmavam mais ao chão.
Nada e nem ninguém poderia pará-lo agora. Ele podia fazer o que quisesse, e tudo o que ele queria era chegar ao bar e pedir mais um copo de... O que ele estava bebendo mesmo? Ele não sabia, tampouco se importava.
Ao longe ele foi capaz de reconhecer uma voz. Gritavam por seu nome. Não se deu ao trabalho de buscar a pessoa que o procurava, o bar estava a poucos passos de si.
Virou mais um copo de bebida, e muitos outros seguiram o caminho. Não afastou-se do bar. Dançar já não tinha graça e todas as pessoas nas quais tinha se interessado pareciam ter sumido do seu campo de visão. O álcool era tudo que lhe importava.
Alguém tocou seu braço e o guiou em direção a saída. Ele tentou resistir mas não era forte o suficiente para livrar-se dos braços de quem o guiava.
Seu corpo bateu contra algo macio e ele sentiu o corpo amolecer e os olhos pesarem. Nem ao mesmo tentou resistir e rendeu-se ao cansaço.
Quem sabe, com um pouco de sorte, dessa vez ele se lembrasse.