sexta-feira, 28 de outubro de 2011

P.s. I Love You

People still ask me why I love you so much as I do. I always tried to explain, until I realize they wouldn’t understand. I gave up on explaining this, but now suddenly this need on trying to explain to you came up, and I couldn’t let it go without, at least, trying.

I could give you a thousand reasons, I could talk about your smile, your eyes, your hair, your face, your body.

I could say that is because you are an example I want to follow. Because you’re my idol.

Because you give me hope, or just because I do.

Any of them are lies. Actually, they are all true.

But any of them are the main reason.

I guess it is because without you doesn’t exist “me”. You’re the oxygen I need, the strength to stand up, the happiness behind my smile, the reason of the shine on my eyes, the why my heart beats.

And I’m not over reacting. It is the pure truth that lies inside of me.

I would be dead without you. No, this is not a joke.

The whole world felt on my head at once, nothing was working right, and I couldn’t take it. I couldn’t until you.

You came up and showed me that, yes, I could deal with that. You showed me your life.

Showed me that everyone turned to you and said “give up, this is bullshit” you turned to them and replied with a “fuck you all” before keep on following your dream, your desires.

You made me say “If he could, why can’t I?”

But here goes the most important thing you’ve done:

When everyone was going there and pushing me back from the fall you stood up there behind me saying what I would get and what I would lose on stepping forward to the fall and what I would lose and would get on stepping back.

You never pulled me back. But you were always there when people kept on pushing me back and leaving me.

You never forced me doing anything, you let me choose.

You made me step back on my own.

When the world gave me reasons to give up, you gave me you, the reason to move on.

Why?

Because from that first moment on I wanted to make you proud of me. But for this I first needed to move on.

I guess this is my main reason to love you. You were, you are, and you will ever be here for me. Giving me reasons and choices.

For this, I say: thank you.

I love you, and I will always do.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Quebra de Rotina

O despertador tocou e ela se levantou quase que instantaneamente, como fazia todos os dias.

Vestiu-se e foi até o banheiro para o sua higiene pessoal, logo em seguida passando a maquiagem e arrumando o cabelo, assim como nos outros dias.

Então levemente e cuidadosamente desceu as escadas e foi até a cozinha, pegando o suco na porta da geladeira e colocando no copo que já deixara ali na noite anterior, exatamente como fazia em todos os outros dias do ano.

E então saia de casa e caminhava por cerca de dez minutos até o seu trabalho, ato este que ela repetiu.

Ao chegar ao escritório cumprimentou todos os colegas de trabalho com o mesmo oi de sempre e seguiu para sua sala.

Entrou deixando a porta entreaberta e colocou a pasta sobre a mesa.

Ela fazia tudo quase que roboticamente e seus colegas de trabalho –com quem convivia a quase um ano- já haviam se acostumado com seu modo sistemático de levar a vida, mesmo que não entendessem porque.

Alguns minutos mais tarde a porta se abriu e a secretaria entrou na sala com os papeis do dia, mas pela primeira vez encontrou-a não sentada em sua mesa tambolirando os dedos e revisando os relatórios uma ultima vez, e sim de costas para a porta, o olhar preso em algum ponto da cidade que se via pela grande janela as costas da mesa e uma das mãos segurando algo –que trazia pendurado ao pescoço- perto da boca.

Ela não se virou ou fez menção de ter percebido a presença da secretaria em sua sala, mesmo que a tivesse notado.

Os passos da mulher ecoaram pela sala enquanto deixava os papeis sobre a mesa e recolia os relatórios tão bem organizados que haviam sido deixados ali sem revisão.

Logo um barulho lhe indicou que a porta fora fechada, e que novamente se encontrava sozinha.

Apertou mais a mão contra o pingente e a boca ao mesmo tempo em que uma lágrima escorria por seu rosto vagarosamente até se perder em sua mão que ainda segurava o pingente como se sua vida dependesse disso.

E ela, de fato, sentia de dependia.

O rastro da lágrima parecia queimar em seu rosto, mas ela não se movimentou para limpar o rosto. Nem ao menos mudou o peso de pé.

Permaneceu ali, parada e submersa em sua dor, pensamentos e lembranças.

Presa em seu mundo próprio sem se importar com o tempo que passava ou os papeis que deveriam ser lido, revisados para então um relatório ser escrito.

Na realidade nada daquilo lhe importava, pelo menos não naquele dia.

Ela não reparou no tempo que passou porque no fundo não lhe importava. Não percebeu que o dia corria e que todos seguiam com sua vida enquanto ela estava ali apenas recordando dos anos anteriores que jamais poderiam ser vividos novamente.

E mais uma vez se arrependeu de coisas que disse e deixou de dizer, de coisas que fez e deixou de fazer.

E então com um suspirou longo e baixo ela fechou os olhos abaixando a cabeça por alguns minutos para logo em seguida dar as costas a janela, seu rosto novamente com aquele leve sorriso como se as ultimas horas não tivessem existido.

Sentou-se a mesa e começou a organizar os papeis como fizera na manha anterior e como sabia que faria na manha seguinte, sem se desviar da rotina já criada.

Exceto nessa mesma manha no ano seguinte, e no seguinte, e assim sucessivamente. Onde novamente pararia por algumas horas como fizera nesse ano e no anterior, criando assim uma nova rotina.

Porque esse fora o único modo encontrado para seguir em frente sem desmoronar, viver em rotinas que a impedissem de sentir.

Mesmo que uma delas tivesse sido especialmente criada para ser chamada de quebra de rotina.


__X__

Admito que não gostei muito dele, mas outras pessoas disseram que esta bom. Então decidi postar. Aguardo Review.

sábado, 1 de outubro de 2011

Energia - Fim

Apenas trocou de roupa, e deixou com que o corpo caísse em cima de sua cama. O cheiro inebriando-a, este era seu cheiro preferido, melhor do que a noite, era o cheiro dele. Um que somente ele tinha e ninguém mais era capaz de ter. Mais uma vez, apenas ela era capaz de sentir tal cheiro. Agradecia e amaldiçoava essa capacidade de sentir e definir cheiros tão saborosos para ela, e imperceptíveis para os humanos. Esses cheiros eram perfeitos, e facilitavam sua busca pela pessoa certa, mas lembravam-na o quão fraca fora um dia, o quanto perdera por falhar uma única vez. E essa única falha a levava a querer sempre mais e mais a perfeição, a qual tinha cada vez mais dificuldade em encontrar.

Relaxou o corpo, apesar da falta de cansaço, não impediria que o sono tomasse conta de si, uma vez que dormir era reconfortante, a fazia esquecer seus erros, seus desejos, seus sentimentos. Ela, enquanto dormia, era quase como que alguém em estado vegetativo. Não via, não ouvia, não sentia, não pensava, pelo menos não no mundo dos humanos. E isso fazia com que se sentisse leve quando acordava, seus sonhos eram sempre reconfortantes, porém eram apenas sonhos, e isso era desesperante.

Seus olhos fecharam-se intuitivamente, o gramado verde tão conhecido já lhe era visível, o odor das flores se misturando, a brisa leve, a musica suave ao fundo, que vinda de lugar nenhum, e mais a frente estava ele, James, o seu James. Encontrou os olhos verdes dele e um sorriso singelo nasceu em seus lábios espontaneamente. Seus movimentos eram controlados pelo outro, mesmo que ele não soubesse. Seu corpo respondia ao dele automaticamente, mesmo quando este não estava presente.

James continuava parado no mesmo lugar de sempre, a luz do sol refletindo o castanho de seus cabelos, sua pele extremamente branca quase reluzia a luz do sol, seus olhos verdes só brilhavam mais com o contato direto da luz solar, e nos seus lábios um sorriso simples, e quase imperceptível, mas que ela, e apenas ela, era capaz de perceber, porque era o seu sorriso.

Caminhou lentamente até ele, a luz tinha o mesmo efeito em sua pele, que era tão branca quanto a dele, seus cabelos literalmente refletiam a luz, e seus fios deixavam o louro normal e se tornavam dourados, deixando-a ainda mais bonita e sedutora do que já era. Um vestido preto em seu corpo fechava seu visual, e era capaz de fazer qualquer homem cair a seus pés. Mas não James. James era capaz de resistir a sua beleza, mesmo que não o fizesse, de controlá-la, e ele era o único a quem ela permitia manter o controle.

Tocou seu rosto, tentando mais uma vez convencer-se de que ele era real, e não mais uma alucinação. Naquele lugar ele era real, sempre seria. Seus braços se fecharam ao redor do pescoço dele, seu rosto de encontro com o peito, e inevitavelmente as lagrimas caíram. Ela podia fazer o que queria, mas não era capaz de controlar o choro que lhe tomava quando o assunto era ele.

-Eu sinto sua falta.- ela sussurrou, e ele apenas apertou-a ainda mais contra si, no intuito de protege-la, de mante-la sã, de acabar com a dor que a consumia, mesmo sabendo ser impossível. A sua própria não sumia.

-Eu também. – respondeu, a voz dele soando como música em seus ouvidos, a música que tocava ao fundo já lhe era imperceptível, uma vez que estava nos braços de James.

Sentaram-se na grama verde, o sol atingindo-lhes e aquecendo-os. Os braços dele ainda envolta de si, seu rosto agora próximo ao dele. Seus lábios a centímetros de distancia dos deles. Era inegável sua vontade de uni-los, mas sabia que se o fizesse, voltaria automaticamente a ficar sozinha, se veria no quarto, deitada na cama novamente, e a presença dele era mais do que necessária. Essa historia que viver em duas dimensões, e tê-lo pela metade era angustiante e cansativa. Toda a energia que sugava dos humanos era gasta ali, com ele.

As horas passavam e eles nem sequer reparavam, estava entretidos em suas conversas, em suas trocas de olhares, em seus desejos de possuir um o corpo do outro, em seu auto-controle para resistir as tentações. A necessidade de estarem apenas próximos e vendo um ao outro era o suficiente para evitar qualquer contato proibido que os separaria. A hora da despedida de aproximava com o por do sol.

-James... – chamou, e ele desviou seu olhar pra si. – eu não quero ir embora, não quero ficar sem você. – completou em voz baixa. Seu tom meio doloroso.

-Eu estarei te esperando para o dia de amanha, assim como faço todos os dias. – ele respondeu, e sorrir foi inevitável. – você ainda vira viver aqui comigo, pra sempre. Assim, poderemos ter tudo que um dia tivemos. Só temos que ter calma, e esperar o tempo agir a nosso favor, meu amor. – ele completou. Aproximou-se dele, agora que iria ter que voltar de qualquer modo, não tinha o porque não fazer isso.

Seus lábios se uniram aos dele, e a maciez que tanto amava foi sentida por um segundo, antes que acordasse e se visse em sua cama. Virou-se de bruço, desejando poder voltar a ficar com ele, e aceitando o fato de que enquanto o tempo não deseja-se, seu corpo ficaria preso ao mundo dos humanos, e seu coração ao mundo ao qual pertencia.

A falta que ele fazia no mundo humano era o suficiente para faze-la se levantar da cama, trocar de roupa e sair mais uma vez a caça de energia humana para se alimentar.

A noite lhe atraia, e ela sairia essa noite, mesmo que esse não fosse o comum para si. Pelo fato da noite lhe atrair tanto, preferia ficar em casa durante ela.

E era assim que ela vivia, em dois mundos, vivendo duas realidades diferentes e esquecendo-se completamente de uma.