terça-feira, 10 de abril de 2012

Tonight Could Be Forgettable

Um. Dois. Três. Quatro. Cinco. Seis. Ele já não tinha mais condições de dizer quantos copos de bebida havia tomado. Tudo rodava e nada era claro em sua mente.
Seus olhos captavam nada mais que borrões, seus ouvidos já não processavam a diferença entre os sons, e seus pés já não se firmavam mais ao chão.
Nada e nem ninguém poderia pará-lo agora. Ele podia fazer o que quisesse, e tudo o que ele queria era chegar ao bar e pedir mais um copo de... O que ele estava bebendo mesmo? Ele não sabia, tampouco se importava.
Ao longe ele foi capaz de reconhecer uma voz. Gritavam por seu nome. Não se deu ao trabalho de buscar a pessoa que o procurava, o bar estava a poucos passos de si.
Virou mais um copo de bebida, e muitos outros seguiram o caminho. Não afastou-se do bar. Dançar já não tinha graça e todas as pessoas nas quais tinha se interessado pareciam ter sumido do seu campo de visão. O álcool era tudo que lhe importava.
Alguém tocou seu braço e o guiou em direção a saída. Ele tentou resistir mas não era forte o suficiente para livrar-se dos braços de quem o guiava.
Seu corpo bateu contra algo macio e ele sentiu o corpo amolecer e os olhos pesarem. Nem ao mesmo tentou resistir e rendeu-se ao cansaço.
Quem sabe, com um pouco de sorte, dessa vez ele se lembrasse.

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