Não era comum que ela saísse aquela hora do dia, mas fora inevitável. Seus pensamentos haviam trilhado uma linha para o lado proibido, suas lembranças haviam tomado-a, seus sentimentos haviam florescido. Ela estava vulnerável, e isso não era algo que conseguia aceitar.
O vestido azul moldava-se ao seu corpo perfeitamente e se não fosse a pele clara ela se esconderia na noite escura. Ela não gostava de sair a noite, não era seu comum, mas nessa noite era preciso. Entenda, ela não tinha nada contra a noite, muito pelo contrario, a noite a atraia como ela atraia os homens. Era uma atração que a fazia perder o controle, a fazia ser ela mesma. E ela gostava disso, mas não podia fazer isso. Ela havia prometido, então sempre fugia da noite.
Fechou os olhos e aspirou o perfume natural que a noite tinha. Um cheiro doce, tentador. Um cheiro que apenas ela poderia sentir, ninguém mais, jamais seria capaz de sentir. A não ser, é claro, que ela decidi-se procriar-se. Ela vivia bem sozinha, não precisava de ninguém para acompanhar-lhe. Não podia negar, queria ter sim a companhia de alguém, alguém que ela não fora capaz de salvar.
Um barulho ao seu lado a fez virar-se agilmente, e assumir pose de defesa. Ninguém jamais seria capaz de feri-la, ela era mais rápida, mais ágil, e mais experiente. Um garoto de aproximadamente 20 anos a encarava curioso. Cabelos enrolados e castanhos, olhos verdes, pele tão clara quanto a sua. Ela chacoalhou a cabeça. Ele não estava ali realmente, era apenas mais uma de suas alucinações. Fechou os olhos e encarou o garoto que realmente estava a sua frente. Cabelos pretos e bagunçados, olhos extremamente azuis, um sorriso no lábio, e uma pele clara, não como a sua, mas ainda sim clara. Ele se aproximou e ela ficou parada. Ótimo, era ele quem ela procurava. Não teria trabalho nenhum em convence-lo a ir para seu quarto, só tinha dó por sua ingenuidade, e porque ele era realmente bonito. Era uma pena ter que tirar a vida de alguém tão bonito, mas até ela achar outro alguém que a atraísse tanto assim, demoraria horas. Deixou que o garoto se aproximasse o máximo que queria, e estendeu-lhe a mão, o silencio entre os dois era normal. Ela não se importava em falar, ele não se importava com nada, queria apenas ‘sexo com a mulher gostosa que estava a sua frente’.
Alguns minutos depois e ela estava de volta ao quarto. Não era o seu, muito menos o dele, era apenas um quarto qualquer de sua casa, que reservara para isso. Deitou-se a cama, seus lábios se chocando com o do garoto, que inexperiente passava a mão por todo seu corpo. Talvez, se ele soubesse onde tudo isso iria parar, jamais teria olhada para a mulher.
Se alguem realmente gostar eu continuo postando, se não eu paro por aqui. Nem é muito longo, mas enfim.
Fazer um comentario não mata, certo? Só um 'up' já é o suficiente pra me dizer que gostou.
Otimo...
ResponderExcluirespero continuação....o/
bjos de alguem que gosta daquilo que vc escreve!